Antes de mais, no contexto de recrutamento, por razões e obrigações éticas, a personalidade é abordada exclusivamente sobre o ângulo das capacidades intelectuais, organizacionais, socio-relacionais e a honestidade. As disposições e orientações íntimas e outros aspectos privados não são abordados. As características e qualidades mais frequentemente avaliadas são:
Ao nível intelectual: habilidade a elaborar conceitos e realização prática, pragmatismo. Raciocínio (dedutivo, intuitivo, indutivo). Capacidade de abstracção e de resolução de problemas. Flexibilidade intelectual e abertura de espírito. Facilidade de análise e/ou de síntese. Objectividade. Criatividade, originalidade de ideias. Velocidade de pensamento. Facilidade de associação de noções, ideias e opiniões.
Ao nível organizacional: gestão das actividades - aptidões para o Planeamento, Organização, Direcção, Controle e Estratégia (P.O.D.C.E). Força de vontade, motivação e dinamismo. Capacidade de liderança, espírito de decisão, características de comandante ou de subalterno. Resistência ao stress e a pressão. Perseverança para prosseguir as metas. Metodologia no procedimento das ocupações. Grau de autodisciplina. Aptidões para persuadir, convicção interna. Aptidões comerciais e capacidade de antecipar. Capacidade para improvisar, adaptar e actuar frente as mudanças e ao desconhecido - pró-activo.
Ao nível socio-relacional : assertividade, tipo de comunicação (dominante/dominado, igual). Respeito das regras, das normas, grau de convencionalismo. Espírito de equipa, sentido de compromisso e de conciliação. Equidade. Gestão de conflitos. Aptidões para a negociação e para a empatia. Capacidade de adaptação interpessoal. Equilíbrio emocional. Interesses, valores, ética. Sinceridade e honestidade.
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